14 abril 2017

O Lago dos Sonhos, de Juliet Marillier

Design. Canva

O Lago dos Sonhos
Blackthorn e Grim - Livro 1

Edição/reimpressão:2015
Páginas: 448
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896576288



Sinopse: Em troca de ajuda para escapar a um longo e injusto encarceramento, a amarga curandeira mágica Blackthorn jurou pôr de lado o seu desejo de vingança contra o homem que destruiu tudo o que lhe era querido. Seguida por um companheiro de clausura, um homem grande e silencioso chamado Grim, ela viaja para o norte, rumo a Dalriada. Aqui, viverá na orla de uma misteriosa floresta e terá de cumprir, durante sete anos, a promessa que fez ao seu libertador: aceder a todos os pedidos de socorro que lhe forem dirigidos.
Oran, príncipe herdeiro do trono de Dalriada, esperou com ansiedade a chegada da sua noiva, Lady Flidais. Conhece-a apenas por via de um retrato e da poética correspondência que trocaram entre si e que um dia o convenceu de que Flidais era o seu verdadeiro amor. Oran descobre, porém, que as cartas também mentem, pois, embora igual em aparência à imagem no retrato, a sua noiva vem a revelar-se uma mulher muito diferente da criatura sensível e sonhadora que escreveu aquelas cartas.
Nas vésperas do seu casamento, o príncipe não vê saída para a o seu dilema. Mas corre o rumor de que Blackthorn possui um dom extraordinário para a resolução de problemas espinhosos, e ele pede a sua ajuda. Para salvar Oran das suas insidiosas núpcias, Blackthorn e Grim vão precisar de todos os seus recursos: coragem, engenho, astúcia e talvez até um pouco de magia. - Wook

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Versões portuguesa e inglesa do livro 

Ler uma obra de Marillier é entrar num universo de onde não queremos sair. E enquanto cada livro conta uma história diferente, todos estão interligados de uma forma muito única. Seja pela peculiaridade da escrita, seja pela intersecção dos universos, seja pelas relações entre os personagens dos diversos livros. Uma coisa é certa: cada livro é muito especial, mas sempre com o mesmo espírito dos seus parentes.

É engraçado recordar que a primeira obra que li de Marillier é uma das menos consideradas pelas críticas. Mas guiou-me para muitas outras e actualmente encontro-me amarrada a um amor inabalável pelos livros desta autora. Já por diversas vezes eu comprei um livro dela em olhar sequer para a sinopse – aliás, este foi um desses livros. Olhar para o título e verificar que ainda não li esse é suficiente, porque tenho uma confiança nesta autora que me permite fazer isso. Simplesmente sei que qualquer livro dela que eu leia vai ser excelente.

O tamanho deste livro em particular pode ser ligeiramente intimidante para quem, como eu, perdeu completamente o ritmo de leitura. Quando peguei nele, já tinham passado vários meses desde que eu tinha lido um livro completo. Com a faculdade e as complicações da vida, a literatura ficou de lado por algum tempo. Assim sendo, quando comecei a lê-lo, as minhas estatísticas apontaram que talvez o acabasse numa semana.

Li-o em dois dias.

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Sequela; edição portuguesa e original

A escrita é muito fluída, típica de Marillier. Uma conjunção de arcaísmo com simplicidade, recorrendo ocasionalmente a expressões típicas da época em que a história decorre. A principal diferença deste livro para outros, além da própria história, está, talvez, na menor presença do místico. Sim, ele está presente. Mas ocasionalmente e não como algo principal. Os protagonistas são pessoas fortes que ditam o seu próprio caminho, mesmo quando limitados por um pacto sobrenatural. Contudo, isso não o torna melhor ou pior que os outros livros. Apenas ligeiramente diferente. Porque é um livro extraordinário à mesma.

Há várias pequenas histórias dentro da história principal. A da protagonista, Blackthorn, é uma história perturbadora e cheia de mágoas. A história por trás de uma mulher muito forte, corajosa e cheia de valores. Foi emocionante ver Blackthorn erguer-se a meio de um julgamento e discursar diante de todos a importância de não culpar as vítimas pelos crimes de outros, entre muitos outros momentos onde ela mostrou atitudes dignas e de grande coragem. É uma mulher de ferro, quase selvagem, independente e feroz.

Já a história de Grim ficou por contar. Lamento profundamente isso. Mas tudo indica que haverá mais volume desta mesma história. Eu espero. Grim é um bom homem, com uma passado claramente transtornante, mas que consegue manter bondade e lealdade no coração. Eu realmente gostava de conhecer a sua história.

Há vários outros personagens de relevância, mas terão de ler o livro para os conhecer. E cada uma delas tem algo de importante a acrescentar, algo de especial no seu modo de ser – para bem ou para mal.

O livro agarrou-me. Prendeu-me numa teia pegajosa de emoção, aventura e mistério. Pousá-lo era difícil, terminá-lo foi como perder um pedacinho de mim. E agora, como de todas as vezes que leio algo da Juliet, só quero ler mais e mais.


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