05 outubro 2016

7 coisas que quem gosta de K-pop está farto de ouvir • Saga dos 7



Este é o post que todo aquele amigo que gosta de K-pop tem de enviar para quem ainda não compreendeu as potencialidades e as maravilhas que esse género musical tem para oferecer.

Uma das frases que o amante de pop coreano está sempre a ouvir é "lá vem de novo com esses chineses", mas, cara pessoa, não há motivos para desespero. Fica a saber que não estás sozinho nessa batalha de convencer a tua mãe que essa menina bonita é, na verdade, o machão do grupo.

1.  De novo a ver esses chineses?

Não. São. Chineses.

Ok, um ou outro membro da banda até pode ser chinês, ou japonês, ou tailândes, ou de algum outro país qualquer, mas, por norma, eles são coreanos. É por isso que K-pop se chama K-pop e não Chinese-pop, ou J-pop (se bem que este existe). É Korean Pop, pop coreano.


2 . Ok, mas chineses, coreanos, japoneses, é tudo igual.

Lá pelos três países ficarem todos no continente asiático isso não quer dizer que estes são “todos iguais”. Na verdade, a história destes três países não podia ser mais diferente. A localização geográfica também é diferente. A política é muito diferente. A língua – sim! – também é diferente.

Tal como Portugal não é o cu de Espanha, como se costuma ouvir dizer (nem um mito, eu tenho a certeza que existem pessoas no mundo que pensam que Portugal é um país mitológico, habitado por senhores de bigode), a Coreia também não é igual ao Japão, por exemplo. Não se esqueçam que a Coreia foi ocupada e oprimida pelo Japão durante 35 anos, por isso não deve ser muito agradável para um coreano ouvir dizer que Coreia, Japão, China, é “tudo a mesma coisa”.


     3. Pronto, já percebi, é diferente. Mas tu percebes alguma coisa do que eles dizem?

Além de sabermos que saranghae significa “eu amo-te”, que annyeong é “olá”, e de, com o tempo, acabarmos por desvendar que a frase “ni mamsoge” (ni mam-so-guei) afinal não significa “eu sou tão gay” mas sim algo como “no meu coração”, não percebemos muita coisa do que eles dizem.

Mas a linguagem da música é universal. Não é necessário saber-se uma língua para se apreciar uma peça. Eu não preciso de tirar um curso de italiano só para assistir à ópera de Turandot. Posso não perceber absolutamente nada do que se está a cantar no palco, mas isso não significa que não acabe a chorar como uma madalena. O mesmo se passa com o K-pop.

Além disso, existe Google tradutor. E legendas.


   4.  Eles parecem meninas.

Eles não são meninas.

“'Tá, mas e aquela além?”

É um homem, e tem 1.80 de altura. E 30 cm de ombros.

É compreensível que, por vezes, à primeira vista, quem não está dentro do mundo do k-pop pense que o membro x é uma mulher.

Talvez porque a maioria dos asiáticos tem poucos pelos faciais, ou porque os idols (grosso modo, é o nome que se dá a uma estrela de k-pop) usam maquilhagem (o que é completamente normal; olá século XXI) e têm sempre o cabelo que parece saído de uma revista de moda, haja essa dificuldade em distinguir o sexo da pessoa. Mas, por favor, há limites. A criatura não tem seios, tem os ombros largos, uma voz que dava para dobrar o Smaug do The Hobbit, e uma elevação suspeita entre as coxas. Não é uma mulher.

Não é.

Já agora, por norma, não existem grupos mistos. Ou há grupos compostos por homens, ou grupos compostos por mulheres.


    5.    Mas eles são todos iguais uns aos outros, como os distingues?

Eu sei que pode ser muito difícil de acreditar e de aceitar. Mas eles não são iguais. Não são. Quando uma pessoa entra, pela primeira vez, no mundo do k-pop, tem dificuldade em decorar, num grupo, quem é quem e quem se chama o quê. Mas, uma vez estando no fandom, ao fim de uma semana já sabe distinguir todos os membros só pelos lábios ou pelas orelhas. Já sabe o nome de todos de cor e os apelidos.

Os olhos dos fãs de k-pop estão mais treinados do que os de um agente da CIA.


    6.      Não te fartas de ver esses chinocas, não?

Não. Infelizmente, quando uma pessoa entra num fandom, é impossível sair dele. Tu não podes, simplesmente, ouvir k-pop. Tu tens de ter um grupo favorito, uma pessoa favorita dentro desse grupo; tens de seguir o maior número possível de membros no Instagram e acompanhar as interações do grupo, que os fãs postam no Tumblr e no Twitter.

Tu vais escrever fanfics. Muitas fanfics. E chorar, às cinco da manhã, por casais que não são reais.
Dizem que, em média, uma obsessão dura três meses. Mas isso não se aplica ao k-pop. Quando uma pessoa entra nele, entra de cabeça e afunda-se.

Não há como nos fartarmos de k-pop. 
E, mais uma vez, não são “chinocas”. Psss. Não são chinocas (sussurra).



7.  Que gosto musical tão estranho.

Porque é que o meu k-pop é “estranho”, mas o teu reggaeton, a altos berros, num lugar público, é aceitável?

Não compreendo a estranheza que as pessoas associam ao K-pop. É pop cantado em coreano, pronto.
Não sei o que não há para gostar no K-pop. Geralmente as músicas são bonitas e diversificadas e os cantores talentosos. Eles, além de cantar e dançar, por vezes são rappers, actores, apresentadores, locutores de rádio e ainda têm tempo de partir corações no processo e de lançar novas tendências só porque foram fotografados, à entrada do aeroporto, de chinelos às bolas e meias às riscas.

K-pop não é estranho. K-pop é um género musical que, aposto e espero, daqui a uns anos vai estar completamente normalizado e generalizado.

O dia em que as lojas de CD tiverem discos dos EXO, TWICE, BTS, f(x) e afins ainda está para chegar.

Mas vai chegar.


Este post faz parte de uma coletânea chamada "Saga dos 7". Para leres a anterior basta clicares aqui.


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4 comentários:

  1. HAHAHAHAHAHAHHAHAAHAHHA (isto é tão verdade!)

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    1. É, não é? xD
      Estou à espera do dia em que as pessoas que me rodeiam compreendam que k-pop é pop coreano (e não chinês) e que o grupo feminino que estou a ouvir, é, na verdade, masculino.
      Esse dia ainda chega, ainda chega. Aguardemos.

      Obrigada por comentares :) <3

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