24 outubro 2016

Laboratório de Fotografia #2: Fotografar pessoas • Dicas



Este post faz parte de uma série. Para leres os outros posts dela, clica aqui: Laboratório de Fotografia

1. Deixar a/o modelo confortável

Esta é a parte mais difícil. Estar à frente de uma lente é diferente de estar atrás. Eu, apesar de adorar fotografia, não sou nada fotogénica e sinto-me desconfortável a pousar para a câmara. Não é que não goste de ser fotografada - apenas nunca sei o que fazer. Os modelos não são diferentes, mesmo as pessoas que já estão habituadas a ser fotografadas. Por isso, temos (nós, fotógrafos) de levar alguma forma de inspiração para eles (modelos) e tentar deixá-los confortáveis. Conversar sobre assuntos leves, fazer piadas e sorrir muito é uma forma prática e simples de conseguir isso; eu já percebi que à medida que a sessão vai avançando e eu e o modelo nos vamos conhecendo melhor, as fotos começam  sair melhores e mais espontâneas. As últimas fotos da sessão são, por norma, as melhores, porque o modelo já está mais descontraído e confortável.

2. Enquadramento

Descobri recentemente que tenho um hábito terrível de cortar as testas das pessoas em retratos. De onde veio esse hábito, não sei bem dizer, mas não sabia que era mau até um fotógrafo profissional mo indicar enquanto erro. Porque é que eu não considerava errado? Porque eu não me apercebia sequer do corte. Nos retratos, o meu foco é sempre o rosto das pessoas, e tentar incluir o pescoço - o que me leva a esquecer que existe uma testa lá em cima que também deve ficar na foto. Ou seja: foco tanto no enquadramento de uma parte, que ignoro a outra. Isso é basicamente, enquadramento errado. Um bom enquadramento tem em atenção todos os pequenos detalhes, não corta coisas essenciais e tudo o que é importante fica dentro da moldura da foto. Incluindo as testas.

Testa, procura-se.


3. Foco

Para começar, em fotografia deve-se evitar o foco manual; o foco automático é o nosso melhor amigo e evita que as fotos fiquem desfocadas porque a peça que faz o foco não ficou no sítio exato. Mas, perguntam-se, o foco automático não vai focar o que ele quer? Não. Porque depois existem os pontos de foco, e é com eles que nós vamos trabalhar. Dominar os pontos de foco é fulcral para uma fotografia bem focada no que é suposto estar focado. Contudo, não vou aprofundar esse assunto por enquanto, e deixo-vos um artigo do Dicas de Fotografia sobre como tirar fotos bem focadas que aborda precisamente os pontos de foco.

4. Fundo

O fundo é tão importante quanto o objeto da fotografia. Se for demasiado caótico, vai desviar o foco. Se for demasiado vazio, o objeto tem de ser bem trabalhado. Contudo, o que muita gente por vezes não compreende é que o fundo perfeito pode estar até nas coisas mais insignificantes! Já fiz muitas sessões em sítios aparentemente inúteis, mas que, com os ângulos e planos certos, fazem a fotografia bastante bonita. Corre pela internet um 'meme' de uma fotografia de casamento maravilhosa que parece num lago, mas que na verdade é numa poça de água onde o fotógrafo se deitou, e essa foto é um exemplo perfeito daquilo que estou a tentar dizer. Não é o sítio: é o ângulo, a criatividade e a disposição de deitar no chão (como já referi no post anterior, lembram-se?).

Parece que ela está num grande campo de ervas?
 Na verdade, as ervas eram apenas o pedaço onde ela está.


5. Luz 

Já falei de luz também no post anterior, mas falar de luz nunca é demais. A luz é extremamente importante na fotografia. A luz certa dá fotos incríveis, e a errada dá fotos terríveis. A melhor altura para tirar fotos, em termos de luz, é ao amanhecer e ao por do sol - e não é só por causa das cores bonitas, bem pelo contrário. Acontece que durante o dia a luz está demasiado forte, criando sombras desnecessárias nas fotos; ao amanhecer e ao pôr do sol, a luz está mais fraca e difusa e dá cores mais bonitas aos objetos. Além disso, eu adoro fazer lens flare nas fotos e isso é muito mais fácil de fazer quando o sol está baixo.
Fotografia pouco antes do pôr do sol, com lens flare


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