30 junho 2016

Filme: A Menina que Roubava Livros • Review



Inspirado na obra literária 
"A Menina Que Roubava Livros" 
de Markus Zusak 



Ficha Técnica 
135 minutos | Estados Unidos | M12 | 2013 
Idioma(s): Inglês e Alemão 
Realização: Brian Percival 




A história 

Estamos em 1939, num comboio cuja viagem é interrompida subitamente pela morte de um rapazinho pequeno.Sem meios de fazer um melhor enterro, a criança é sepultada junto aos carris, despedido apenas pela mãe, a irmã, o coveiro e um padre. Assim começa a história de Liesel Meminger, com o enterro do seu irmão. 

Pouco depois despede-se da mãe para ir viver com uma família de acolhimento. Apesar das adversidades, o laço afetivo que cria com o pai adotivo - Hans Hubermann - é mais forte que todas as provações - ou as provocações de Rosa, a mãe adotiva. Liesel não sabe ler, mas tem uma paixão intensa por livros. Tem de ir à escola, ajudar a mãe, ir à Juventude Hitleriana e brincar. E entre tudo, faz amizade com o seu vizinho e colega de escola, Rudy Steiner. No pico do nazimo, os Hubermann recebem um novo hóspede - Max, um jovem judeu cujo pai serviu na guerra com Hans. É com Max que Liesel trava uma grande amizade e passará os seus melhores momentos. 

Além das situações problemáticas típicas de uma menina da sua idade, Liesel tem de lidar também com os seus problemas pessoais e com a guerra. É na cave que ela passa a maior parte do seu tempo. 

O filme versus o livro 

O livro é mais bonito - há que ser direta. Contudo, o filme está uma bela obra. Julgo que o único e principal defeito do filme é a passagem demasiado rápida - e com cortes pouco delicados da história - dos acontecimentos. Numa cena estamos em 1939, na outra em 1941. Há muita coisa que ficou para trás em relação ao livro. Nomeadamente, a relação que a Liesel tinha com o pai - era mais intensa do que a que o filme expõe. No filme, também, não ficou muito evidente o papel da narradora - que é a Morte. Aliás, no livro, a Morte é uma Ela; no filme, um ele. 


Os personagens 

Francamente, gostei de todos os personagens. Contudo, e apesar de Hans Hubermann ser realmente uma jóia de homem e o personagem mais amável de todos, eu senti um carinho muito especial pelo Max. Talvez porque o ator é atraente; talvez porque, no meio de todos os personagens, ele era o que mais tinha sofrido; talvez porque ele foi uma das pessoas mais simpáticas e altruístas de todas; ou talvez, não sei, houvesse apenas algo na sua aura que me atraía. Mas é ele o meu personagem favorito. E logo a seguir, Hans. Também a Rosa é uma mulher incrível - com uma língua fiada e um coração mole, que derrete-nos com as suas pequenas - e raras - demonstrações de carinho. Sim, ela é "má". Mas mais do que isso, ela amou Liesel - intensamente. 


O contexto histórico 

Qualquer obra que se passe em épocas delicadas, como é o caso da Segunda Guerra Mundial, tem de ser trabalhada com muita sensibilidade. É fácil denegrir a História ou desvalorizá-la profundamente ao usá-la indevidamente. Contudo, A Rapariga que Roubava Livros é uma obra que foi bastante bem trabalhada nesse sentido. E a referência à célebre Noite de Cristal foi um toque astuto por parte do autor, uma forma de recordar um dos momentos mais emblemáticos da ascenção do nazismo. 


Opinião pessoal 

Se até aqui não ficou claro, eis que venho realçar: eu adorei o filme. E francamente, é difícil não adorar. Apontem-se todas as críticas negativas do mundo a este filme e mesmo assim continuarei a gostar. Seja, ou não, o livro melhor, a verdade é que o filme é efetivamente uma excelente obra de cinema. E francamente, gostaria de o ter ido ver ao cinema - é daqueles filmes que realmente valeria a pena ir.




Sem comentários:

Enviar um comentário

Disclaimer

Todos os conteúdos aqui apresentados têm os direitos reservados aos respetivos autores. À partida, todos os textos neste blog são da autoria de Rafaela Silva, Aléxia Oliveira e Mónica Simão, exceto em referência contrária, e não devem ser reproduzidos, adaptados ou copiados de forma alguma sem consentimento prévio. Todas as fotografias com marca de água de Rafaela Silva ou RS Fotografia e Design têm os direitos exclusivos de Rafaela Silva. As fotografias com a marca d'água de Lemao Doce ou Limão Doce pertencem exclusivamente ao blog. E todas as imagens não assinaladas pertencem aos respetivos autores e provavelmente virão de sites dedicados a imagens de stock (ver: 'Recursos')
Com tecnologia do Blogger.

Seguidores

Google+ Followers