06 maio 2016

Série Tv: Liar Game • Review







LIAR GAME


O quanto uma pessoa pode mudar por dinheiro? Nam Da Jung (Kim So Eun), uma honesta estudante universitária, e Cha Woo Jin (Lee Sang Yoon), um antigo professor de psicologia na Universidade Nacional de Seoul e um detector de mentiras humano, tornam-se concorrentes no “Liar Game”, um reality show, que é considerado um jogo de sobrevivência psicológica. Os concorrentes têm que mentir, trair e usar qualquer método para saírem vitoriosos e terminar o concurso arrecadando um prémio de 10 milhões. Apresentando pelo estranho, Kang Do Young (Shin Sung Rok), o programa puxa os seus participantes até aos limites da moralidade e para lá dela. Quem sairá vencedor no final?


     



Nam Da Jung, inocente, querida, prestativa e cheia de fé. Apesar de a sua vida não ter seguido um caminho feliz, nunca deixou de sorrir e tentar o melhor. A sua maior esperança é de voltar um dia a ver o pai que fugiu depois de ficar endividado à custa de uma empresa cujas acções baixaram e acabaram por a liquidar. Depois de anos perseguida por tubarões de empréstimos, a jovem acabou por se habituar e formou uma estranha relação parental com o seu credor que a visita todos os dias.

Quando uma velhinha lhe pede ajuda para encontrar um local, a jovem, depois de hesitar alguns momentos, acaba por a ajudar a carregar o saco e a levá-la até ao seu destino. Quando chegam lá, a senhora desaparece e deixa o saco pesado. Dentro dele está uma quantidade de dinheiro absurda que poderia por fim aos problemas todos de Da Jung. Decidida a fazer o que está correcto, ela leva o dinheiro para casa para no dia seguinte entregá-lo à policia. Assim que chega à estação ela é confrontada com câmeras e o apresentador explica-lhe que ela foi seleccionada para entrar no jogo. Iludida que o jogo lhe poderia trazer o tão esperado final feliz, Nam Da Jung aceita participar do programa.

Vendo-se envolvida ainda em mais problemas, ela recorre à ajuda de um ex-presidiário e conhecido de Jo Dal-Goo, o credor e amigo dela.


“Promete-me que nunca me irás trair. Faz isso por mim; Esta promessa” -- Nam Da Jung

  


“Nunca confies em ninguém” --  Cha Woo Jin


Um génio, professor universitário e feliz. Tudo muda quando a sua mãe se suicida e deixa para trás uma história de amargura. Woo Jin é nos apresentado na sua ultima aula de faculdade antes de ser preso. Ganhamos consciência do seu “dom” para descobrir mentiras, e como ele reage perante a vida.

Vendo em Nam Da Jung o reflexo da sua falecida mãe, pura, inocente e com vontade de ajudar. Woo Jin acaba por se envolver num jogo bem mais complicado e misterioso do que aquilo que esperava.





      


A meio da trama, Woo Jin começa a ter suspeitas e que talvez existam segundas intenções para a existência do jogo. Começa então uma investigação à parte recorrendo à ajuda de uma antiga colega de faculdade e agora jornalista e também conta com o apoio de Dal-Goo para o que for preciso. Enquanto isso preocupa-se também em vencer os desafios e descobrir a realidade por de trás da morte da sua querida mãe, e como é que Kang sabe assim tanto sobre ele e Da Jung. A trama avança, assim como os desafios, participante a participante vai sendo eliminado. As suspeitas de que algo errado realmente se passa acontece quando Nam Da Jung e Woo Jin descobrem que alguns dos antigos participantes foram encontrados mortos ou simplesmente desapareceram deixando os seus pertences para fora.

Quando chegamos ao fim não sabemos em que pé andamos. Boquiabertos com a soberba trama, como a história faz sentido depois de toda revelada, a empatia que conseguimos sentir com o vilão. E o acto de coragem de Nam Jung voltam novamente a surpreender-nos. É emoção, atrás de emoção. E nunca na minha vida pensei que um toque de duas mãos conseguisse fazer a minha respiração parar mais que quando existe um beijo. Perfeito.




Uma narrativa sobre uma inocente e bondosa moça, que é posta em situações impossíveis e terríveis, que vai gradualmente perdendo a sua inocência, mas nunca a sua bondade. Uma narrativa sobre uma jovem cuja a compaixão e princípios passam de um impedimento uma fonte crucial de força. Uma narrativa sobre uma vulnerável, doce, jovem, que não podemos condenar por ser assim e apenas celebrá-la por ser uma heroina. Uma narrativa sobre uma moça que é salva e salva. Que apenas reafirma a suas habilidades e coragem. É este o tipo de personagem feminina que Liar game celebra. Não o conceito errado de mulher forte, mas o conceito de mulher real.


O brilhante e fantástico que é Liar Game torna-se quase irreal. nunca me senti tão investida num dorama que não fosse uma comédia romântica como aconteceu com este – Normalmente descarto-os depois de alguns episódios. A trama foi tão bem conseguida, que não foi necessário criar uma linha romântica que se sobrepusesse à história. A história foi bem conduzida para o numero de episódios que possuiu. Aos poucos fomos descobrindo à história que foi brilhantemente inserida no contexto do jogo e não apenas jogada como lixo adicional que aparece vindo do nada. Houve um balanço equilibrado entre estratégia, drama, amizade, justiça e confiança. Criou-se um ambiente de mistério que prende o telespectador. Nunca estamos à espera do final que acontece nos episódios ou às personagens. A previsibilidade torna-se imprevisível com a humanidade que é entregue às personagens. Porque o ser humano é assim mesmo. 

   


Existe em Liar Game um vilão capaz. Plot twists que são actualmente chocantes, não tem óbvios triângulos amorosos, e o suspense é real ao contrário de muitos doramas que apenas não revela (aquilo que os telespectadores já sabe) aos outros personagens.

Talvez no inicio me tenha sentido um pouco chateada com tanta inocência e burrice por parte de Da Jung, porém fui percebendo que todos os participantes/personagens têm também os seus defeitos e cegueira sobre o que eles acreditam de si mesmo ou do mundo que os rodeia. E à medida que a história avança as personagens vão se construindo, caracteres vão se moldando também. E como já disse o previsível torna-se imprevisível.





Personagem secundária de destaque


 

Apesar da Jamie ser uma personagem odiável pela maior parte do dorama. Tenho que admitir que foi das personagens mais interessantes e das minhas favoritas. A personagem dela tornou o dorama ainda melhor com a forma “sassy” e cabra de agir dela. Além de que uma traidora, será sempre uma traidora, e não há nada que grite mais “girl power” que trair a personagem que mais meteu medo a todos os homens do dorama. 




Novamente fui conquistada pela brilhante actuação de Rok. Devo sofrer de algum distúrbio, este homem é sedutor de uma forma estranha, complicada e absurdamente horrenda. Quando se trata de papeis com personagens com problemas psicológicos ele é o rei.





E no final, quem é que vence os jogos? 

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