29 abril 2016

Série Tv: Marriage not Dating • Review






Joo Jang Mi (Han Groo) é uma jovem que desde pequena sempre sonhou em se casar. Gong Ki Tae (Yun Woo Jin), é um jovem que não se quer casar. Para que a família dele o deixe em paz e pare com os encontros às cegas e pare a busca por uma noiva, ele apresenta-lhes Jang Mi como sua namorada, um tipo de mulher que a sua família nunca aprovaria, e pede-lhe para que ela importune a família até que ele consiga o que quer: ficar sozinho e sossegado. 




No começo podemos imaginar que será uma história típica, duas pessoas nada iguais, que se acabam por apaixonar e viver felizes. É acontece isso, mas existe uma trama muito bem trabalhada para além deste simples caso. Normalmente num dorama o sexto ou sétimo episódio é a oficial declaração, onde algum deles engole o orgulho e simplesmente liberta-se do peso que é amar o outro em segredo. Dez episódios passados, a relação continua lá, ninguém se declara porque não é necessário fazer isso. Tenho que referir também que beijos neste dorama cobriram para todos os pudicos romances que fui tendo o prazer de ver. Além de falarem abertamente de sexo, sexo antes do casamento, mães solteiras de forma tão normal que não parece um assunto tabu na Coreia do Sul (imagine-se que na Coreia do Norte tal concepção de ideia nem seja realmente pensada). 















Eu gosto de personagens femininas que fogem da rotina, que beiram um pouco a loucura e que sejam donas de si próprias. Foi assim com Cheon Song-yi (My love from the stars) e está a acontecer com Joo Jang Mi. Dá uma lufada de ar fresco das personagens um pouco vazias em personalidade e que saem todas do mesmo molde: acanhadas, tímidas, burras, alegres, inteligentes apenas no trabalho que têm e com falta de experiência de vida, (É, menina de Fated to love you, estou a falar exactamente de ti!). Esta personagem é louca, stalker, de certa maneira um pouco tímida e alcoólica. Esta mulher embebeda-se mais que qualquer homem de dorama que já vi, e eu já vi uma quantidade considerável deles. A família é um estereotipo de rapariga pobre de qualquer dorama, o relacionamento dos pais é terrivel, eles já nem se falam e a mãe está sempre a pensar em divórcio. O pai não liga aos ataque da mulher e acaba por ficar apenas no restaurante onde os dois trabalham. 




Ki Tae tem também a sua graça, principalmente com as expressões faciais que faz, seja quando começa a perceber que se está a apaixonar, quando invadem o espaço privado dele ou quando Jang Mi inferniza a vida dos pais, principalmente a mãe, dele. Além disso é uma personagem bem desenvolvida, no começo é uma coisa e vamos vendo a sua personalidade a florescer de episódio para episódio. Ou seja é um dorama sem personagens planas, tem uma série de conceitos e cada personagem vai mostrando outros lados deles que fica além daquela primeira impressão que tiramos com os dois primeiros episódios dos doramas. 




Os romances da história começam cada um à sua maneira, seja um acordo, uma gravidez indesejada, ou simplesmente o destino a brincar com dois antagonistas do casal principal. No final todos são amigos de todos, todos compartilham as suas histórias e vivências com os demais numa teia bonita, complicada, e perfeita. 



















A falta originalidade do enredo deu espaço para a originalidade na produção da série. No inicio de cada episódio é nos prometido uma espécie de cena, temos depois é os sentimentos adulterados, nada daquilo que vimos é o que realmente parece. É extraordinário o que a falta de informação e de precedentes podem causar no leitor/telespectador. Basicamente é como ler a ultima página de um livro, simplesmente iremos perceber aquele ultimo paragrafo e compreende-lo perfeitamente depois de lermos o livro todo como deve ser. 




O ultimo episódio, o ultimo episódio! A felicidade de o ver, achei aquele casamento a confusão que toda a vida deles juntas sempre será. (SPOILER!) 







Este dorama deu-me imensos sustos, com estes amores que vão e vêm, a forma como alguém pode desistir de outra assim do nada, como se anos de amor nunca funcionassem. O que é ser uma mulher e as responsabilidades que nos caem em cima. Como a sociedade nos pode ver e decidir o que somos. Há uma profundidade por de trás de toca a comédia e romance, existe sempre uma mensagem a ser transmitida e esta foi a minha. 




Deixo mais uns gifs que resumem as personagens da história: 
















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