29 dezembro 2015

5 coisas que aprendi em 2015 • Pessoal


1. Às vezes é preciso ser um bocadinho falsa - ou politicamente correta

Chamem-lhe falsidade ou politicamente correto, cada um é que sabe o que considera que isso seja. Para mim, um ou outro segnificam uma coisa: abdicar da nossa própria personalidade para nosso próprio bem. No meu caso, implica calar mais, dar menos opinião e, de vez em quando, até fazer de conta que o que foi dito não me incomodou. Simplesmente, abdicar da minha franqueza por um pouco de sossego, porque os últimos anos - e 2015 em particular - mostraram-me que ter opinião é uma coisa demasiado perigosa. 


2. Posso ter toda a razão mundo, haverá quem odeie a crítica - e vai tentar derrubar-me

Não digo que tenha sempre razão. Apenas digo que, quer tenha, quer não, haverá sempre alguém do contra. Haverá sempre alguém disposto a adicionar mais uma pessoa à sua lista de "Para Destruir". Haverá sempre alguém que se considera o único detentor da verdade no universo. E que jamais aceitará que tu penses de forma diferente.

3. Eu sou importante e tenho valor - e tenho o direito a ser um bocadinho egoísta às vezes

Muita gente pode não acreditar, mas sou o tipo de pessoa que raramente se coloca a si própria em primeiro lugar. Os amigos, a família, os colegas - todos eles precisam de alguma coisa, e eu estou lá sempre se eles me pedirem. Ou mesmo que não peçam. Isso roubou-me muito tempo preciso, cansou-me e fez-me perceber que há pessoas por quem não vale a pena fazer o esforço. Por outro lado, percebi que estava a pôr os meus próprios interesses de lado. Por isso, decidi começar a dizer mais "Nãos" e a não ter de me justificar sempre. 

4. Não esperar que as coisas me caiam no colo -  mas sim ir à procura delas

Até há pouco tempo - um ou dois anos, talvez -, eu fazia parte daquele grupo de pessoas que olhava para os estudantes mais "populares" e perguntava-me o que é que eles tinham de tão especial: eram sempre convidados para os eventos, facilmente arranjavam emprego ou trabalho, toda a gente os queria nas suas festas, eram o rosto de marcas locais ou apresentadores de espetáculos locais... Não havia mais pessoas talentosas na escola, a quem chamar para essas coisas? Demorei algum tempo a perceber o porquê, e revelou-se algo muito mais simples: Esses jovens iam à procura do sucesso, em vez de esperar que ele lhes caísse no colo. Eles eram os primeiros a formar uma lista para a Associação de Estudantes, os primeiros e ir ter com as empresas, os primeiros a participar no Parlamento dos Jovens, os primeiros a inscrever-se nos Desfiles. os primeiros a inscrever-se nas Escolíadas, os primeiros a juntar-se a Associações Juvenis, os primeiros a participar em mil e uma coisas - ganhando, dessa forma, um rosto. Passando a ser uma referência para todos. E quando alguém precisava de alguém para fazer algo, as pessoas facilmente se lembravam desses jovens.
A lição que tirei daí foi que, ainda que eu não procure a popularidade ou o reconhecimento, é que eu simplesmente não posso ficar à espera que as coisas me caiam no colo. Ninguém vai saber que eu gosto de literatura ou de debates sociológicos, se eu não participar em coisas relacionadas com isso. Nenhuma empresa me vai magicamente chamar para trabalhar com ela, se eu não lhe enviar o meu currículo. Nenhum evento se vai lembrar da minha existência, se eu não tiver participado noutros ou se eu não for ter com eles. É tudo uma questão de ser pró-ativo. Fazer por. Lutar. 


5. O esforço compensa - mesmo que não pareça haver esforço

Sempre fui o tipo de aluna que, aos olhos dos outros, conseguia as coisas sem grandes dificuldades. Estudava duas horas e era como se tivesse estudado oito; fazia um trabalho de dez páginas em dois dias e recebia uma nota boa; improvisava nas apresentações e era como se as tivesse preparado minuciosamente. Simplesmente, visto de fora, parecia que eu nem tinha de esforçar-me. Talvez porque eu, de certo modo, tambem passava um pouco essa imagem. Mas, para ser franca, nada consegui sem me esforçar de verdade. Que podia ter-me esforçado muito mais? Sim, definitivamente. Mas não fiz nada sem cuidado e sem luta. Podia passar apenas duas horas a estudar, mas estudava de forma intensiva, com os métodos certos de estudo e totalmente concentrada. Fazia um trabalho de duas páginas em dois dias, mas antes disso tinha passado horas e horas a pesquisar e a selecionar o conteúdo; improvisava nas apresentações, mas apenas porque no dia anterior eu tinha definido por tópicos o que ia dizer; Nada, jamais, foi o que aparentava - e aparenta - ser. Por isso, o que eu tenho a dizer sobre isso, é que o esforço compensa, sim. E que aquela pessoa que achas que não se esforça, mas é boa no que faz, pode ter algum método por trás que faz todo o mecanismo funcionar bem. Por vezes, é apenas uma questão de encontrar um método. E oito horas de estudo passam a duas sem perder conteúdo, duas semanas de trabalham passam a dois dias com uma boa filtração, e qualquer apresentação pode ser improvisada com o devido trabalho anterior.


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