10 novembro 2015

Livros/Filmes: O Diário da Princesa, de Meg Cabot • Review


Mia Thermopolis é uma jovem nova iorquina (no livro, com 14 anos; no primeiro filme, com 16), que vive com a mãe, uma artista plástica, e o seu gato, Fat Louie. É também uma das alunas menos populares da escola que frequenta, com o seu cabelo revoltado, o seu jeito trapalhão e a sua melhor amiga ultra-ativista, Lilly Moscovitz. É também amiga do irmão mais velho de Lilly, o incrível e super-inteligente finalista Michael Moscovitz. E tudo lhe corre, bem, como de costume, até ao dia em que descobre que é uma princesa. Sim, uma princesa! O pai, na verdade, é/era o Príncipe de Genóvia, um país europeu pouco conhecido, e Mia é a sua única herdeira. Mas Mia nunca foi uma princesa até ali. Não sabe como ser uma princesa. Por isso, a sua avó, a própria rainha de Genóvia, muda-se para os Estados Unidos para dar "aulas de princesa" a Mia. E já mencionei que a mãe de Mia começa a sair com o seu professor de Álgebra?
Ora, como eu só li os primeiros quatro livros - aqueles que estão editados em Portugal, e que eu encontrei na biblioteca local -, só falarei sobre esses. Tudo o que vier após o quarto livro permanece na escuridão - eu realmente não sei. 

Para começar: nos livros, o pai de Mia vem passar uma temporada a Nova Iorque para estar com a filha enquanto ela aprender a ser princesa. Mia vive num sotão com a mãe. Michael é mais velho e muito atraente. A avó é uma senhora muito desagradável e mandona. O cãe da avó é um toy poodle assustadiço com problemas de queda de pelo. E Mia corta o cabelo realmente curto e pinta-o de louro.

Quando encontrei a coleção na biblioteca local, eu já sabia que tipo de livros seriam. Por isso, só trouxe o primeiro volume para casa. Trouxe-o mais para a minha irmã o poder ler, mas, no final, li-o primeiro que ela - e adivinhem? Sim, tive de ir a correr buscar os outros três livros. E li-os em apenas três dias. Porque são facílimos de ler e, apesar de serem extremamente teen, também são muito interessantes e com uma maturidade rara neste tipo de livros. Ao longo deles vamos encontrando imensas referências a diplomacia, política e problemas sociais diversos. Por exemplo, a própria Mia é vegetariana e uma defensora ávida dos Direitos dos Animais. Sonha juntar-se à Greenpeace e tudo. Já Lilly é uma intelectual anti-feudalismo e potente defensora da igualdade de géneros. A própria mãe de Mia tem uma posição semelhante à de Lilly, contra o patriarcado.  


Depois, os próprios personagens têm os seus pontos curiosos. Michael Moscovitz tem a sua própria Webzine e toda uma gama de projetos escolares, além de ser teoureiro do Clube de Computadores da escola. Lilly tem um programa de televisão aberta onde fala de tudo um pouco (sobretudo ativismo). Mia é uma princesa muito desastrada, mas aprende depressa e tem uma inteligência oculta. Já a avó de Mia... bem, a senhora é mesmo horrível. E nem falemos no cão dela.

Quanto à história propriamente dita, tem um desenvolvimento engraçadito. Seria de esperar que o foco fossem os romances de Mia, mas ela está demasiado ocupada a lidar com outros problemas - como Álgebra ou as lições de princesa, ou os sarilhos em que a avó a coloca - para se preocupar com amores. Sim, a certa altura - num dos livros - o foco é, efetivamente, esse: o seu amor. Mas antes. está todo um rol de peripécias e aventuras que, acreditem, são bem melhores que o romance.


A velocidade com que eu li esses livros surpreendeu-me até a mim própria. Mas suponho que seja uma coisa boa. Lê-se mais depressa quando se gosta - porque simplesmente não se consegue parar
Agora, quanto aos filmes...

Ok, eles deixam-me um pouco confusa. Gostei deles, sim. Bastante. Já os tinha visto há uns anos - adorava-os quando era miúda, e tudo -, mas, depois de ler os livros, é difícil não ficar um bocadinho... desapontada. Sobretudo porque a sinopse dos livros não é a mesma da dos filmes! E só por aí vê-se a gravidade do assunto. 

No filme, ao contrário dos livros: Mia Thermopolia vive com a mãe num antigo quartel de bombeiros - até tem um torre; o pai morreu há uns anos e nunca foi próximo da filha (mas, magicamente, é ele que a ajuda!); o cão da avó é um poodle (acreditem, há uma diferença significativa entre um poodle e um toy poodle - a começar pelo tamanho!); e a Mia corta o cabelo pelos ombros - e mantém a cor. Mas isso, meus caros, não é nada - nada! - comparado com o que fizeram com a avó dela: fizeram-na simpática. Transformaram a cruel rainha numa senhora simpática e amiga da Mia, quando nos livros elas quase se odeiam!

A Transformação da Mia

Em todo o caso, apesar das diferenças gritantes entre os livros e os filmes, eles até são giros e engraçados (a Mia dos filmes é mais desastrosa do que a dos livros -  pontos por isso!). E, claro, as coisas acontecem muito mais depressa nos filmes do que nos livros, mas isso já seria de esperar - e nem está mal feito. É claro que só podia ser uma produção Disney - é mesmo a cara deles. E é claro que só a Disney poderia ter feito um bom trabalho com a princesa Mia. 

No segundo filme, o romance é entre Mia e... bem, dois príncipes: Andrew e Nicholas.
No primeiro filme, o romance principal é entre Mia e Michael

Vemos a evolução da princesa e só podemos sentir-nos orgulhosos dela. De uma menina que quase não conseguia falar em público, para uma princesa que até faz discurso. Mesmo que chegue atrasada. Mas no geral, ela sempre foi encantadora, à sua maneira. E não admira que no segundo filme as coisas aconteçam como aconteceram.

Em suma, tantos os livros quanto os filmes são bastante agradáveis. Uma leitura relaxante e divertida, e uma sessão de cinema engraçado e romântico.

Caso queira comprar o primeiro volume d'O Diário da Princesa, clique AQUI e visite a Wook!
Também o QUINTO volume da série pode ser encontrado AQUI.

Segue-me: Instagram | Behance |  Twitter | Flickr
À procura de uma forma de personalizar o blog/página? Veja os meus serviços aqui.
Participe no grupo de divulgação: LDIVULGA
e não te esqueças de seguir a Fangpage do blog.

5 comentários:

  1. Eu AMO a série literária da Mia <3. Meu favorito é o terceiro, A Princesa Apaixonada, porque é tão bonitiiiiinho, meu deus... Eu lembro de ficar suspirando e sonhando acordada, desejando um Michael pra mim, hahaha.

    E apesar de ficar muito, mas muito brava mesmo com essa história da avó dela, que ficou linda e simpática e toda amiguinha da Mia nos filmes, o que mais me irritou foi a questão do pai dela. Gente, qual a necessidade de matar o pai da menina? Hahahahahaha, sem noção nenhuma. MAS, apesar de tudo, eu gosto do primeiro filme... Acho bem fofo <3. Já o segundo acho meio enjoado, assisti uma vez e não tive vontade de assistir novamente =/

    Eu amo a Meg Cabot <3


    Beijo!

    Paty
    www.booknerd.com.br

    ResponderEliminar
  2. A diferença de uma obra literária para a adaptação de um livro é realmente ENORME!!!!!!
    eu fico até com raiva as vezes, dependendo do quanto eu gosto do livro hahaha
    Mas nunca li esses livros da Meg Cabot, mas tenho muito interesse, já que o filme é um dos meus favoritos!

    Beijos,
    rodoviadezenove.com.br

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É verdade!! Mas recomendo imenso a leitura desta série mega fofa! :D

      Eliminar
  3. Li esses livros quando era pré-adolescente, que estavam disponíveis na biblioteca da escola. Não lembro se os li a todos, mas pelo menos três li. Tive que ler o seu post para lembrar mais ou menos o conteúdo da história, mas mesmo assim é vago.
    Quanto aos filme, só vi o primeiro - não é o meu género de filme.
    Mais um bom post :D

    ~ Carla'C
    Coisinhas da Carla'C | Facebook | Instagram

    ResponderEliminar

Disclaimer

Todos os conteúdos aqui apresentados têm os direitos reservados aos respetivos autores. À partida, todos os textos neste blog são da autoria de Rafaela Silva, Aléxia Oliveira e Mónica Simão, exceto em referência contrária, e não devem ser reproduzidos, adaptados ou copiados de forma alguma sem consentimento prévio. Todas as fotografias com marca de água de Rafaela Silva ou RS Fotografia e Design têm os direitos exclusivos de Rafaela Silva. As fotografias com a marca d'água de Lemao Doce ou Limão Doce pertencem exclusivamente ao blog. E todas as imagens não assinaladas pertencem aos respetivos autores e provavelmente virão de sites dedicados a imagens de stock (ver: 'Recursos')
Com tecnologia do Blogger.

Seguidores

Google+ Followers