05 março 2015

Carência • Texto



Dói. 

Dói quando parece que o mundo vai cair, quando nada faz sentido e nada corre bem. Dói quando me viras a cara, ignoras o meu grito, largas a minha mão e me deixas desamparada. Dói quando sinto que ocupo espaço na tua vida, que ocupo o teu tempo, que a minha companhia não é desejada. Dói.
Mas a culpa nem é tua.

Eu é que sou assim mesmo, carente, sensível, dependente. Sou eu que preciso de sinais, de amor incondicional, de atenção. Não sou ciumenta, mas são uma mulher com medo. Não tenho medo que me troques, tenho apenas medo que me deixes. 

A complexidade emocional é uma das coisas que faz de mim quem sou. A tua indiferença - ou o facto de não te aperceberes disso - é uma das tuas características. 

Quem sofre sou eu, porque me faço sofrer, porque este autoflagelo dói. E dói também a saudade, a vontade de estar contigo, a necessidade de recuperar o que é bom.

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